Segundo o relatório mensal do Conselho dos Exportadores de Café (CeCafé), os Estados Unidos são os líderes na importação de cafés especiais produzidos aqui no Brasil. Cerca de 21% da produção de 2016 foi exportada ao território americano, com vendas chegando a 1,021 milhão de sacas, o que vale a 21% do que foi embarcado. Entre janeiro e outubro de 2016, esses tipos de cafés representaram 18% das exportações com preços médios 25% acima do café verde exportado.

Ainda de acordo com o relatório, em relação especificamente aos cafés especiais – que têm qualidade superior ou algum tipo de certificado de práticas sustentáveis -, o volume de sacas de 60kg exportadas de janeiro a outubro deste ano foi de 4,969 milhões de unidades com preço médio de US$ 192,81.

Segundo o CeCafé, além dos Estados Unidos, países como o Japão, Itália, Alemanha e Bélgica estão também entre os principais importadores do produto brasileiro. Ao todo, as exportações chegaram a 27,5 milhões de sacas de 60 quilos que geraram receita cambial de US$ 4,2 bilhões.

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armazenamento de sacas de café

Nessas exportações, 24.3 milhões de sacas foram de café verde, sendo 23,816 milhões de café arábica, 539,2 mil de café conilon. O café industrializado totalizou 3,207 milhões de sacas, das quais 3,182 milhões de solúvel e 24,2 mil de torrado e moído. No acumulado dos últimos 12 meses cerca de 34,309 milhões de sacas foram exportadas com receita total de US$ 5,2 bilhões.

Segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), com a safra de 2016 estimada em 43,9 milhões de sacas, o Brasil é o maior produtor mundial da variedade arábica, seguido pela Colômbia, com produção estimada em 13,3 milhões de sacas. Em relação a produção do café robusta – ou conilon – o Brasil produz 12,1 milhões de sacas, ficando atrás somente do Vietnã, maior produtor mundial da variedade com 27,3 milhões de sacas.

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Embora o Brasil seja o grande produtor das duas variedades, enquanto o café arábica é majoritariamente exportado, o conilon é largamente consumido pelo mercado interno.

O relatório afirma que o acumulado das exportações deste ano civil (27,562 milhões de sacas), 122 países importaram o café brasileiro. O preço médio registrado em outubro de 2016 foi de US$ 170,92, com alta aproximada de 3,75% em relação ao mês anterior (US$ 164,74). A despeito da alta verificada nos preços nos últimos quatro meses, a média calculada para o ano civil (janeiro/outubro) está em US$ 153,77 por saca de 60kg.

INTERESSE POR CAFÉS ESPECIAIS CRESCE NO BRASIL

O Conselho dos Exportadores de Café colocou em seu relatório o interessante artigo ‘Cafeicultura Sustentável’, onde faz uma análise sobre os cafés especiais produzidos no país. “Há uma enorme variedade de cafés especiais, pois temos diversos climas, tipos de solo e altitudes nos 7 principais estados produtores de café. Estudos mostram que não só os países desenvolvidos são os grandes consumidores de cafés especiais, como também os brasileiros têm se interessado cada vez mais por esses tipos de grãos. A diferenciação, impulsionada pelas exigências do mercado externo, agrega valor ao produto final e traz novas oportunidades de negócio, tornando o mercado de cafés especiais bastante promissor”. A opinião do artigo visualiza o crescimento da tendência desses tipos de cafés não só internacionalmente, quanto no mercado interno.

Leia o relatório na íntegra: http://bit.ly/2fouWGT

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