Arquivos de Categoria: Contos Cafeinados

Histórias curtas sobre café, contadas com o coração.

Contos Cafeinados – Ana Clara Squilanti – 9

contos cafeinados - pedro santiago

Café frio Os raios de sol entravam pela pequena fresta da janela. Ao olhar para o lado notei que ele também acordara. – Dormiu bem? — perguntou se espreguiçando. – Sim —menti – E você? – Uhum.— E piscou. Era mentira também. Eu não conseguira dormir direito e virava toda hora de um lado pro outro. Ele seguia […]

Contos Cafeinados – Jean Felipe Rios – 8

contos cafeinados - pedro santiago

O último café com ela Nos conhecemos na faculdade. Ela era linda, independente e antenada em tudo. Eu era um quase caipira da zona norte da cidade. Tínhamos afinidades por coisas como cinema, música e literatura. Ela estava entrando em um relacionamento, eu estava quase saindo de um. Nossas conversas eram animadas e longas. Cada […]

Contos Cafeinados – Pedro Santiago – 7

contos cafeinados - pedro santiago

Um café inesperado Já era hábito, tal como acordar, tomar banho e sair para trabalhar. O café era passado entre uma dessas atividades e, mesmo cedo, por volta das cinco horas da manhã, eu moía os grãos. Nunca nenhum vizinho apareceu para me questionar sobre esse barulho. Mas naquela terça-feira foi diferente. Eu havia acabado […]

Contos Cafeinados – Luiz Marinho – 6

contos cafeinados - pedro santiago

Café no Centro Você mal começou a ler estas linhas e já foi provavelmente enganado. Mas, afinal o que fazer, sendo a mentira a base da nossa sociedade desde que Ulisses enganou os troianos com o Cavalo e Isolda, aquela que nos ensinou a amar, enrolou o próprio deus com a história sobre quem tinha estado entre suas coxas. […]

Contos Cafeinados – Mário Bentes – 5

contos cafeinados - pedro santiago

A escritora, a Olivetti e um pires vazio. Por mais que as cortinas finas sobre as janelas abertas bruxuleassem devagar ao sabor da brisa da alta madrugada, a máquina de escrever não parava um segundo. A dona das mãos maduras sobre o teclado rígido, mas ergonomicamente adequado, não se deixava encantar por nenhum dos detalhes […]