Um café inesperado

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Já era hábito, tal como acordar, tomar banho e sair para trabalhar.

O café era passado entre uma dessas atividades e, mesmo cedo, por volta das cinco horas da manhã, eu moía os grãos. Nunca nenhum vizinho apareceu para me questionar sobre esse barulho.

Mas naquela terça-feira foi diferente.
Eu havia acabado de entrar em casa e, após um banho quente, deitei no sofá para tentar relaxar depois de um dia bastante cansativo, quando ouço alguém bater na porta.

Pelo olho mágico não bastou, precisei abrir a porta para ter certeza que era ela.
Fiquei um pouco desconcertado. Há tempos eu a olhava, mas nunca tive coragem para perguntar, ao menos, o seu nome.

Convidei-a a entrar e, por prudência, ela preferiu manter-se no corredor. Apenas pediu para que eu evitasse fazer qualquer tipo de som pela manhã, pois costumava chegar tarde e gostava de dormir um pouco mais. Apesar de gostar de acordar com aquele aroma, o barulho a incomodava.

Insisti para que entrasse, para que assim pudesse lhe explicar melhor os benefícios da moagem minutos antes de se passar o café.

Conversamos por um bom tempo, ela entendeu e nos despedimos com um “boa noite”.

Já era hábito, tal como acordar, tomar banho e sair para trabalhar.
O que eu não esperava era que, naquela manhã, eu não estaria mais sozinho para tomar café

Pedrock Santiago – louco por café

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Felipe Santos

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