O Instituto Agronômico de Campinas (IAC) está aqui pertinho de São Paulo, na cidade de Campinas. Há 95km de distância da capital paulistana, nascia a instituição mais antiga e importante quando falamos de ciência aplicada à cafeicultura. Há exatos 128 anos, a pedido do imperador português D. Pedro II, em 1887. Nem mesmo a Colômbia com todo seu empenho no mercado do café tem o legado científico do café que temos aqui. O nome disso, meus caros, é pioneirismo!

IMG_0423As varietais icatu, obatã, tupi, caturra vermelho, caturra amarelo e bourbon amarelo são familiares para você?! Então saiba que todas elas são tecnologia desenvolvida no IAC. Isso mesmo! Antes de pesquisas brasileiras essas variedades não existiam na natureza, nem mesmo na Etiópia (terra natal das plantas de café).

Essas variedades e mais outras 60 cultivares comerciais de café arábica e uma cultivar de robusta foram desenvolvidas no século passado. Esse resultado é frutos de um programa especial do instituto, chamado de melhoramento genético. Com ele, o maior e mais ativo banco de germoplasma do Brasil é gerenciado pelos pesquisadores do IAC.

São 16 espécies, uma grande diversidade de formas botânicas, mutações e variedades exóticas originados pela diversificação de c. arabica e c. canephora. Um total de 5.451 acessos e 30.000 plantas estão sob os cuidados do Estado de São Paulo.

“É importante ressaltar que todas as pesquisas de melhoramento genético foram financiadas pelo governos Federal e Estadual. A nossa instituição não lucra com o conhecimento produzido”, explica Giomo. Por esta razão, a maioria de sua tecnologia é livre para outros usarem.

Tesouro escondido no interior
Para quem desconhecia a existência desse importante centro de estudos precisa saber que o IAC é um instituto de pesquisa da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Com sede no município de Campinas, tem recebido a denominação de Estação Agronômica de Campinas e sua administração passou para o Governo do Estado de São Paulo em 1892.

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Sua atuação engloba diversos alimentos e visa buscar soluções e competitividade nos mercados agrícolas internos e externos. Conta com 161 pesquisadores científicos e 319 funcionários de apoio. Segundo o IAC, sua área física de 1.279 hectares de terras abriga a Sede, Centro Experimental Central e 12 Centros de Pesquisa distribuídos entre: Campinas, Cordeirópolis, Jundiaí, Ribeirão Preto e Votuporanga. Todos ocupados com casas de vegetação, laboratórios e demais infraestrutura.

Ficou curioso para conhecer o trabalho deles de perto, você pode visitar! Saiba mais como agendar seu passeio aqui.

 

Imagem: Kelly Stein e Acervo IAC

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