Ótimas notícias para nós: matemáticos estão cada vez mais próximos de descobrir a fórmula do café perfeito. Segundo matéria da BBC News, através de cálculos matemáticos complexos, os doutores Kevin M. Moroney, da Universidade de Limerick e William T. Lee, da Universidade de Portsmouth, analisaram os processos que extraem o café dos grãos determinam o gosto de uma das bebidas mais consumidas do mundo e que segundo impressionantes estimativas, mais de 2 bilhões de xicaras são consumidas todos os dias ao redor do mundo.

A pesquisa, publicada no conceituado SIAM Journal on Applied Mathematics, é focado nas cafeteiras que usam filtros e despejam o café em gotas. Nesses modelos, elas funcionam despendo água quente sobre uma camada de café armazenado em um filtro de papel.

Depois, a gravidade puxa a água através do filtro, extraindo compostos solúveis do pó de café durante o fluxo. “Nós olhamos para o efeito do tamanho do grão de café na maneira como o café sai de uma máquina de filtro”, explica o Dr. Lee. “A coisa realmente surpreendente para nós é que existem dois processos pelos quais o café é extraído dos grãos.

2076coffee-figure_1
crédito da imagem: Kevin M. Moroney

Há um processo muito rápido pelo qual o café é extraído a partir da superfície dos grãos. E então outro mais lento onde café sai do interior dos grãos.” O estudo pode facilitar muito a vida dos consumidores que moem seus próprios grãos.

2078coffee-figure_3
crédito da imagem: Kevin M. Moroney

Você sabe o tipo de moagem que consome?

Por exemplo, sabe-se previamente que pós de café e de uma moagem muito fina poderiam resultar em cafés muito amargos, enquanto moê-los pouco (grãos muitos grossos) pode deixar a bebida muito aguada. “Agora, em vez de apenas dizer: ‘Preciso deixar os grãos um pouco maiores’, posso dizer: ‘quero extrair essa quantidade de café dos grãos, exatamente do tamanho que preciso”, detalha William.

“Nossa ideia geral é ter um modelo matemático completo que você poderia usar para projetar máquinas de café, um pouco como nós usamos uma teoria de mecânicos fluidos e sólidos para projetar carros de corrida.”, explica o matemático. “Para aplicações industriais, esperamos que você possa otimizar a cafeteira para um determinado tamanho de grão. Você poderia ajustar o fluxo de água para que obtenha a extração perfeita”, revela.

Segundo o Dr. Lee, triturar os grãos em pedaços maiores acaba tornando o café menos amargo. “Se é amargo, é porque você está aumentando a área de superfície dos grãos. Além disso, quando os grãos são muito pequenos, é difícil para a água deslizar entre eles, então a água está gastando muito mais tempo se movimentando entre os grãos – dando mais tempo para o café sair da solução”, detalha o matemático.

A pesquisa vai até mais longe e afirma que a forma da camada do café muda enquanto a bebida é preparada. “Quando entra, o pó fica depositado na parte inferior do filtro, mas no final do processo, está cobrindo as paredes do filtro. Isso também parece desempenhar um papel no gosto”, diz William. “Isso nos permitiria mexer com outro grau de liberdade: como exatamente você coloca a água dentro da cafeteira.

Você a coloca com um único jato no centro, como água saindo da torneira? Ou você usa algo parecido como um chuveiro, onde há água pingando de vários lugares? Eles teriam efeitos diferentes ao mexer na camada de café.”

Nosso guia de moagem do café para cada método de preparo

Quero Saber

E aí, será que algum dia vão desvendar o segredo do café perfeito? E para você, o que é um café perfeito? Deixe sua opinião nos comentários:

Leia também:

Felipe Santos

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *