Matéria publicada pela Bloomberg afirma que a geração conhecida como “millennials”, jovens nascidos após 1983, bebem tanto café que estão fazendo com que a demanda global do grão cresça como nunca se viu antes e que o produto deverá atingir alta histórica, pois a oferta do grão esta reduzida. Motivo? Brasil, o maior produtor e exportador de café do mundo, passou por uma seca que reduziu a oferta do produto para o mercado mundial.

Segundo dados da Datassential, somente nos Estados Unidos, um dos maiores consumidores de café do mundo, são 26,4 milhões de entusiastas do produto e curiosamente, esses jovens que tem entre 19 e 34 anos, são responsáveis por 44% do consumo total da bebida.

A americana National Coffee Association (Associação Nacional do Café na tradução livre) estima que o consumo diário dos millennials mais jovens (que tem entre 18 e 24 anos) passou de 34% a 48% nos últimos oito anos. Na faixa etária para quem tem entre 25 e 39 anos, o consumo diário do café subiu de 50% a 60%.

milenials

A cafeína é coisa de jovens e uma prova disso é que, segundo dados da NCA, os nascidos depois de 1995 se iniciam no café aos 14,7 anos em média, enquanto os millenials mais velhos, nascidos a partir de 1982, começam com 17,1 anos.

Apesar deste alerta, no momento não há perigo que fiquemos sem nossa sagrada bebida. Apesar dos recentes problemas climáticos no Brasil, outros países produtores de café, como Peru e Honduras, tiveram ótimas colheitas esse ano.

Este “aperto” no abastecimento está empurrando os preços de determinados grãos para os seus níveis mais elevados. Aqui, como bebedores de café, vamos torcer para que o preço do nosso café não aumente demais, apenas o suficiente para garantir o sorriso dos nossos admiráveis produtores.

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Felipe Santos

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