Café do Cerrado Mineiro

No mundo dos cafés especiais, duas palavras podem definir muito bem a qualidade do grão: origem e identidade – ambas garantidas ao consumidor através da chamada Denominação de Origem. E, não à toa, a região conhecida como Cerrado Mineiro é expert no assunto. Abragendo cerca de 55 municípios, 4,5 mil produtores, 200 mil hectares de área cultivada, sua produção soma 5 milhões de sacas anuais (cada saca com 60kg de grãos).  A região, que compreende Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas, é mundialmente reconhecida pelo trabalho feito com o café, sendo sinônimo de “saber fazer” na hora de produzir.

Ela foi a primeira a ser reconhecida como uma Denominação de Origem do Brasil, comprovando o vínculo entre o produto e o território no qual foi produzido”, diz Moacir Aga Neto, Analista de Mercado do Departamento de Novos Negócios da Federação dos Cafeicultores do Cerrado. “Aqui, temos um café exclusivo, pois suas propriedades sensoriais são originadas a partir de um solo típico, estações climáticas bem definidas e, claro, dos elementos humanos e culturais – no caso, o saber fazer do produtor”.

Lá, apenas grãos arábica de alta qualidade são produzidos – cafés que, por sua vez, possuem aroma intenso, com notas de caramelo e nozes, acidez delicadamente cítrica, corpo moderado a encorpado e sabor adocidado. Segundo Moacir, todos eles também têm diferenciais como Selo de Origem e Qualidade, Sistema de Rastreabilidade, Certificado de Origem e Laudo de Qualidade.

Ele diz que a garantia de Origem e Qualidade é dada quando todos os produtores seguem os mesmos processos na hora da produção. “Somente cafeicultores inseridos na área oficial e que sigam as regras podem ter assegurado o café da Região do Cerrado Mineiro”, explica Moacir. Altitude mínima de 800 metros, qualidade mínima de 80 pontos pela SCAA, sacaria oficial, termo de boas práticas agrícolas e respeito à legislação brasileira são alguns dos pontos exigidos.

Aqui, a união realmente faz a força e o consumidor é quem sai ganhando. Para o analista, “o público está procurando por produtos distintos, exclusivos, mas com ética e significado. Estes consumidores querem saber com transparência a origem, produtor, sua história e o processo de produção por trás disso. A resposta para estas novas demandas está nos produtos com Denominação de Origem”.

Você pode descobrir ainda mais sobre os cafés da Região do Cerrado Mineiro degustando nossos grãos do mês, vindos diretamente da Fazenda Chapadão de Ferro para a sua xícara.

Por Lucas Tavares

Grão Gourmet

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