Por Lucas Tavares

Conservação da fauna e flora, práticas de produção eficientes, condições de trabalho e moradia dignas para quem trabalha no campo. Os produtos que seguem à risca estas condições podem possuir o selo Rainforest Alliance, uma certificação mundial que engloba qualquer produto agrícola em países tropicais como o Brasil e que garantem um sistema de gestão sustentável.

Somente no território brasileiro, o Rainforest abrange 200 fazendas (totalizando cerca de 200 mil hectares) e protege mais de 50 mil florestas. No mundo, estes números sobem para 3 milhões de hectares certificados (principalmente cacau, chá, café, frutas, flores e pecuária) em um total de 43 países da América Latina, Ásia e África.

Rainforest foto1Para entender melhor sobre esta certificação, convidamos o gerente de certificação agrícola da Imaflora, Luis Fernando Guedes Pinto, que nos explicou que o selo não é para qualquer um. “O produtor tem que cumprir mais de 100 critérios de uma norma que exige o fim do desmatamento, a recuperação de florestas, a diminuição e o uso seguro de agrotóxicos, a coleta e destino adequado de resíduos, a contratação e pagamento correto de trabalhadores, entre muitos outros temas”, diz.

Segundo Luis, as auditorias são feitas com equipe externas à fazenda e realizadas todos os anos para assegurar que todas as regras sejam cumpridas. Ele diz que “isso garante ao consumidor que ele está comprando um produto de origem responsável”, que respeita o meio ambiente e, claro, o trabalho de todos que fazem parte da produção.
Apesar do objetivo do selo não ser a qualidade do café em si – e sim garantir boas práticas em sua produção –, ela certamente está presente nos produtos certificados. Luis explica que “normalmente qualidade e sustentabilidade andam lado a lado”, resultando em cafés sustentáveis, e também saborosos e aromáticos.

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