O Brasil produz duas espécies de café: arábica e robusta (conilon). Enquanto o café arábica é majoritariamente exportado – em função dos melhores preços praticados no mercado externo – o conilon, produzido em sua maioria no estado do Espírito Santo, abastece o mercado interno.

Acontece que a produção do café conilon sofreu bastante com a seca recente, impactando fortemente sua disponibilidade para a indústria nacional de torrefação. A escassez foi tamanha que o preço da saca do café conilon chegou a ultrapassar o do arábica. Abordamos esse tema, na época, em nosso blog.

Foi anunciado essa semana que o ministro da agricultura Blairo Maggi decidiu encaminhar à Câmara de Comércio Exterior (Camex) um pedido para que a importação de café robusta fosse liberada por um prazo específico. O pedido encaminhado recomenda a importação de um milhão de sacas, provavelmente do Vietnã, em volumes mensais de 250 mil sacas, durante os meses de fevereiro a maio.

 

Além da discussão sobre a escassez do conilon no mercado interno existe também o risco fitossanitário envolvido na importação de cafés produzidos em outros países. Sobre esse ponto a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura está analisando o risco de a importação do café trazer consigo novas pragas para o parque cafeeiro brasileiro. Apenas após a conclusão de tal análise a importação deverá ser autorizada.

Equipe Grão Gourmet

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