Você sabe como o café chegou ao Brasil? Contrabando!

Pintura de homem plantando pé de café

Por Lucas Tavares

Paixão nacional e símbolo de riqueza e desenvolvimento no Brasil, o café chegou por aqui de uma forma, digamos, extra oficial. Desde sua entrada em solos brasileiros, 1727, são 289 anos de lendas (ou não!) sobre como as primeiras mudas aportaram por aqui. Segundo com a lenda, as primeiras plantas aqui chegaram pelas mãos do Sargento-Mor brasileiro chamado Francisco de Melo Palheta. Ele recebeu a “missão secreta” de contrabandear a planta das Guianas Francesas para as terras tupiniquins.

De acordo com o livro “Dos cafezais nasce um novo Brasil”, de Ricardo Bueno e que conta com a apuração de Bruno Bortoloto e Pietro Amorim, pesquisadores do Museu do Café, o Sargento-Mor Francisco foi enviado às Guianas com o objetivo de fiscalizar um tratado que sinalizava a soberania portuguesa no território. Nessa empreitada também havia recebido ordens secretas de esconder com “todo o disfarce e cautela” sementes ou mudas de café locais a fim de trazê-las para cá.

Palheta Blog Pelicula CafeinadaA partir daí, há duas versões da história: a primeira é um tanto romântica e diz que o Sargento contou com a ajuda de Madame D’Orvilliers, a mulher do próprio Governador responsável por cuidar dos interesses franceses na região, para conseguir seu objetivo. Um tanto apaixonada por Palheta, ela havia colocado discretamente “uma mão cheia” sementes de café no bolso de Francisco – e, destas, teriam saído as primeiras plantações de café do Brasil.

A segunda é mais realista e diz que um pedido feito por Palheta requisitava mão de obra para cuidar de “mil e poucos pés de café e três mil de cacau” que, segundo ele mesmo, teriam sido adquiridas e trazidas das Guianas Francesas. Ainda segundo a obra de Ricardo Bueno, “a intervenção, lendária ou real, dessa mulher, no caso da introducção do café em nossas plagas, […] seria tão somente um motivo poético. Palheta adquiriu em Cayena cinco pés de cafeeiro e muito maior porção de sementes do que as que a tradição attribue á fidalga mão dadivosa de Mme. Claude D’Orvilliers”.

Temos que confessar que gostamos mais da versão romântica da história, mas o fato é: toda a nossa gratidão ao Sargento-Mor que, por amor à nação (ou à Madame), conseguiu cumprir sua missão de trazer o café ao Brasil. À ele, um brinde!

Imagens:Blog Gente de Opinião / Blog Película Cafeinada

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